Pix: Entenda Tudo Sobre esse Novo Sistema de Pagamento

Última modificação: 30/10/2020

Em nossa postagem de hoje vamos falar sobre o Pix, um novo sistema de pagamento instantâneo que facilitará (e muito!) a movimentação de dinheiro no nosso dia a dia.

Por isso, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o Pix, para que você seja um dos primeiros a utilizar esta incrível ferramenta. Abordaremos desde o que é e como funciona, até as principais questões que envolvem a utilização e segurança deste novo sistema de pagamento, que pode ser um marco no mercado financeiro brasileiro!

O que é o Pix?

Como adiantamos no início da postagem, o Pix é um novo sistema de pagamento instantâneo, que foi desenvolvido pelo Banco Central (BC). Com o Pix, você poderá pagar boletos, contas, impostos e também transferir dinheiro, como as TEDs e DOCs utilizados hoje em dia. Entretanto, com a utilização do Pix, os meios utilizados atualmente ficarão defasados, uma vez que a velocidade e disponibilidade do Pix será muito maior do que temos à disposição atualmente.

O Pix é seguro?

Sim, o Pix é seguro!

O novo sistema conta com os mesmos protocolos de segurança implementados no Sistema Nacional de Segurança que possuímos atualmente, que são utilizados para as operações de DOC e TED. Assim sendo, de um modo geral, podemos dizer que as operações financeiras realizadas com o Pix contam com duas medidas de segurança: a autenticação e a criptografia. Desta maneira, as operações podem ser realizadas com segurança pelos usuários.

Obviamente, é importante sempre estar atento às informações e conhecer a ferramenta para evitar cair em fraudes e golpes. Além disso, o Banco Central tem investido em ações e campanhas de informação aos usuários, com o objetivo de evitar ou minimizar as fraudes. Adiante, vamos discutir diversas situações que envolvem o Pix e sua segurança.

Quais as vantagens de utilizar o Pix?

Podemos dividir as vantagens oferecidas pelo Pix em três categorias principais, que são: velocidade, custo e facilidade de utilização da ferramenta. Vamos abordar cada uma destas categorias a seguir.

Quando abordamos o tópico velocidade, é possível afirmar que esta é o principal trunfo do Pix! De acordo com as informações fornecidas pelo Banco Central (BC), as operações feitas com o Pix serão realizadas em menos de 10 segundos, em qualquer horário e qualquer dia da semana. Ou seja, será possível a realização de transferências, pagamento de contas e boletos em tempo real! Assim, não será necessário esperar pelo próximo dia útil para que haja a compensação da sua transferência ou até mesmo três dias úteis para a compensação de um boleto bancário. Mais que isso, você não precisará esperar pelo horário comercial para que haja a compensação dos seus pagamentos. Isso representará, sem dúvida alguma, uma das grandes vantagens em relação as outras operações que temos atuallmente.

Já em relação ao custo, o Pix será totalmente gratuito para pessoas físicas. Já para Pessoas Jurídicas, o custo será de apenas UM centavo para cada DEZ transações. Justamente por ter um custo baixíssimo, diversos bancos e fintechs estão eliminando os custos do Pix para pessoas jurídicas. Portanto, você não terá mais gastos com transferências bancárias, como ocorre com o DOC e TED, por exemplo. Vale ressaltar que em relação aos bancos que não cobram taxas para transferências, o Pix ainda levará vantagem, já que apresenta muito mais velocidade e disponibilidade, como veremos no próximo parágrafo.

Por fim, outra grande vantagem do Pix é a facilidade para a realização das transferências, pois aquela grande quantidade de dados necessários para realizar uma transferência (como número de CPF, agência e conta bancária) não serão mais necessários. Bastará ao recebedor informar a chave Pix para receber qualquer pagamento!

O que são as chaves do Pix?

As chaves do Pix surgem como uma maneira de facilitar a cobrança e recebimento por parte dos usuários, como você viu rapidamente no tópico anterior. Veja a seguir tudo o que você precisa saber sobre estas chaves.

Como dito pelo próprio Banco Central, as chaves do Pix funcionam como “apelidos” utilizados para identificar a sua conta, ou seja, um código que será capaz de representar a sua conta bancária. Para pessoas físicas, será possível cadastrar até 5 chaves do Pix, enquanto as pessoas jurídicas poderão registrar até 20 chaves. As chaves do Pix podem ser dos seguintes tipos:

  • Número de CPF ou CNPJ.
  • Endereço de e-mail.
  • Número de telefone celular.
  • Chave aleatória. As chaves aleatórias serão uma combinação de letras e números, que poderão ser geradas no site do Banco Central, por exemplo.

Obviamente, o seu CPF poderá ser registrado em apenas uma instituição financeira. No entanto, caso você possua mais de um número de telefone ou endereço de e-mail, poderá registrar e-mails e números diferentes como chaves do Pix. Por exemplo, você pode utilizar seu CPF como chave para o contato com instituições financeiras e comércios em geral, enquanto utiliza seu número de telefone com amigos e familiares, mantendo assim a privacidade do seu contato. O endereço de e-mail pode ser uma chave interessante principalmente para empresas que realizam um grande volume de vendas.

Vale ressaltar que, ao registrar as chaves do Pix em algum banco, você não precisará informar todos os dados bancários para receber uma transferência e/ou pagamento. Apenas informando uma de suas chaves você poderá receber o pagamento de forma rápida e segura, na instituição financeira que desejar.

Ainda sobre as chaves do Pix, vamos destacar duas informações importantes.

A primeira é que não é obrigatório registrar uma chave do Pix para realizar os pagamentos e transferências instantâneos. Se por algum motivo você decida não utilizar as chaves do Pix, ainda será possível utilizar todos os recursos oferecidos pelo Pix, mas será necessário informar todos os dados da conta, da mesma forma que fazemos atualmente. As chaves funcionam como um facilitador deste tipo de situação, diminuindo a burocracia de operações simples.

O segundo ponto é que você não precisa registrar todas as suas chaves em um mesmo banco. Caso possua mais de uma conta, você pode registrar chaves diferentes em contas diferentes, seja qual for a sua necessidade. Só não é possível registrar a mesma chave em duas contas diferentes. Afinal, a chave registrada deve estar ligada a uma única conta bancária, para que seja possível a transferência para a conta bancária cadastrada.

Como faço para registrar uma chave do Pix?

Para registrar uma chave do Pix, você deve primeiramente acessar o aplicativo do banco que deseja cadastrar a sua chave. Feito isso, você deve seguir as orientações dadas pelo aplicativo, que podem variar de banco para banco. No entanto, você deve saber que será necessário confirmar a sua posse, através de um código de confirmação enviado por e-mail ou mensagem de texto.

Lembra da segurança que falamos no início? Aqui vai uma dica importante: O registro de qualquer chave do Pix não pode ser feito através de ligações telefônicas. Também não serão enviados links por e-mail/SMS, apenas um código que deve ser inserido pelo usuário.

É muito importante reafirmar que você pode registrar as chaves em bancos diferentes. No entanto, não é possível registrar a mesma chave em instituições financeiras diferentes! Imagine assim, cada chave do Pix funciona como um novo nome/número da sua conta bancária. Desta maneira, você não pode possuir duas contas em instituições diferentes com o mesmo número. Com as chaves isso funciona da mesma forma, é preciso selecionar chaves diferentes para cada instituição que você deseja registrar.

É preciso baixar algum aplicativo para utilizar o Pix?

Não é necessário baixar nenhum tipo de aplicativo ou extensão para poder utilizar qualquer recurso do Pix. Portanto, se receber algum arquivo deste tipo não abra! Uma das maneiras mais utilizadas para ter acesso às informações dos usuários se dá pela instalação de softwares mal-intencionados. Dessa maneira, lembre-se que todas as operações que podem ser realizadas pelo Pix estarão disponíveis diretamente no aplicativo do seu banco. As próprias instituições financeiras serão responsáveis por disponibilizar os recursos do Pix!

E se eu mudar de banco?

Sem problema, pois caso mude de banco, você também poderá realizar a portabilidade da sua chave do Pix, da mesma maneira que realizamos as portabilidades de salários, empréstimos e assim por diante. Portanto, você deve solicitar a portabilidade da chave na sua nova instituição, e realizar a confirmação da portabilidade na instituição anterior.

Alguém está utilizando a minha chave, o que fazer?

Para as situações em que o usuário não consiga cadastrar uma chave por ela já pertencer a outro usuário Pix, será possível realizar a reivindicação desta chave, que deverá ser realizada junto à instituição financeira onde a chave está adicionada. Feito isso, será dado um prazo de sete dias corridos para que o usuário dono da chave possa comprovar a posse da chave. Caso isso não seja comprovado, a chave será transferida para o usuário que a reivindicou.

É possível excluir uma chave do Pix?

Sim, é possível. Se por algum motivo você não deseja utilizar mais uma determinada chave, é possível excluí-la através do aplicativo da instituição financeira em que a chave está registrada. Apesar de existirem variações de aplicativo para aplicativo, é necessário apenas acessar a janela onde estão localizadas suas chaves. Feito isso, clique sobre a chave que deseja excluir que a opção para a remover deve ser mostrada. Caso não seja possível remover a chave pelo aplicativo, entre em contato com o suporte da sua instituição para realizar a operação.

O Pix já está disponível?

Ainda não. A previsão é que o Pix esteja disponível para utilização a partir do dia 16 de novembro. No entanto, foi liberado no dia 5 de outubro o cadastro das chaves do Pix. Cadastrando as suas chaves neste momento, você será um dos primeiros a utilizar esta ferramenta!

A partir do ano que vem, será possível utilizar o seu Pix até mesmo para sacar dinheiro em espécie, que poderá ser feito em alguns estabelecimentos comerciais cadastrados, como lojas e supermercados. Tudo isso facilitará ainda mais a sua rotina, evitando filas e grandes deslocamentos para conseguir sacar o dinheiro. Os planos para a expansão do Pix são ambiciosos, envolvendo até mesmo a realização de transferências internacionais em um prazo não tão longo. Portanto, nos resta aguardar pelo funcionamento e sucesso desta ferramenta em nosso país!

Pagamentos via QR Code

Outra funcionalidade muito interessante do Pix será a possibilidade de utilizar o QR Code para realizar um pagamento, seja uma pessoa ou uma instituição (financeira ou não). Os Códigos podem ser gerados de duas formas diferentes: A primeira é de maneira estática, para instituições que recebem grande volume de pagamentos. Assim, é necessário para o recebedor gerar o código apenas uma vez e, posteriormente, compartilhar com os clientes para receber o pagamento. O QR Code estático permite ao recebedor definir um valor fixo para um determinado produto, ou ainda a inserção de um valor por parte do cliente.

A segunda opção é gerar um código dinâmico, que será utilizado apenas para uma transação financeira. Realizada a transação, o código perderá a sua validade. O QR Code dinâmico pode conter informações como a identificação do recebedor, o que facilita a vida do cliente e do recebedor. Destacamos ainda que a utilização do QR Code é totalmente segura, assim como as opções que já utilizamos este código atualmente. Será mais uma maneira rápida, prática e fácil para fazer e receber os pagamentos!

O que os bancos ganham com o Pix?

Se você utiliza qualquer aplicativo de qualquer banco, seja ele tradicional ou digital, já deve ter visto milhares de anúncios e propagandas para a adesão da chave Pix. Grande parte dos bancos e fintechs criaram sorteios e prêmios para usuários que realizarem o cadastro em sua plataforma. Isso nos leva a pensar: o que os bancos ganham com o Pix? Essa questão será respondida em detalhes a seguir.

Basicamente, o desespero dos bancos está em não perder os clientes. O Pix promete ser uma mudança muito grande em uma área que normalmente é estável. Desta forma, podemos dizer que os bancos imaginam o que vai acontecer com a chegada do Pix, mas não possuem certeza dos fatos, gerando a insegurança citada acima.

Isso porque o Pix vai diminuir a viabilidade de transações comuns atualmente, como Ted, DOC e até mesmo boletos. Em consequência disso, é esperado que a concorrência aumente consideravelmente em um mercado que estava totalmente confortável, como mencionamos anteriormente.

Desta maneira, principalmente os grandes bancos, temem perder seus clientes para fintechs e outras carteiras digitais. Com isso, estão apostando todas as fichas no Pix como maneira de fidelizar estes clientes, uma vez que as opções tradicionalmente oferecidas não serão mais suficientes.

Veja isso como mais um motivo para aderir ao Pix! Afinal, até o momento, os usuários só têm a ganhar com isso!

Mais sobre a segurança e os riscos do Pix

Apesar de ser uma forma de transação totalmente segura, é normal que tenhamos alguns riscos em relação ao Pix, o que não é sinônimo de ineficiência deste modelo, mas sim de situações que podem ocorrer a partir do seu lançamento. Vamos observar algumas situações a seguir.

A primeira situação que pode ocasionar complicações é a impossibilidade de cancelar uma transação com o Pix. Por exemplo, quando agendamos uma transferência via DOC ou TED, como estas transferências podem demorar até dias para serem feitas, é possível abrir o aplicativo do banco e cancelar a operação sem dificuldades. Já com o Pix, como a transação irá ocorrer em até 10 segundos, não será possível reverter a operação. Desta maneira, caso você envie dinheiro de maneira errada para alguma pessoa, ou até mesmo um valor acima do que deveria, não será possível reaver diretamente este valor. Está sendo pensada uma maneira mais fácil de realizar essa devolução. No entanto, até o momento, a única maneira disso acontecer é totalmente dependente do recebedor. Em situações nas quais o recebedor esteja mal-intencionado, o valor não poderá ser recebido.

Vale ressaltar que após o recebimento é difícil conseguir o reembolso mesmo para as formas de transferência atuais. No entanto, devido a velocidade da operação, que é realizada praticamente em tempo real, a chance de corrigir o erro com o Pix é menor. As dificuldades de reaver o dinheiro perdido serão as mesmas enfrentadas atualmente. O Banco Central ainda está discutindo as possibilidades para os clientes reembolsarem o valor perdido, mas ainda está a critério de cada instituição financeira.

Então não existe nenhum mecanismo para prevenir as fraudes? Existe, mas ainda deve ser otimizado pelo Banco Central e instituições financeiras. O que pode acontecer já no lançamento do Pix é a possibilidade de a instituição segurar o pagamento por 30 minutos durante o dia e por 60 minutos durante a noite, no caso da suspeita de fraude. Durante este período, o banco poderá analisar a transição e, caso entenda que se trata de uma fraude, poderá cancelar a operação. Mas como isso funciona na prática?

Vamos supor que você movimente uma faixa de valores baixa em sua conta. De repente, o banco recebe uma solicitação de transferência muito alta em seu nome, para um contato que nem estava presente na sua lista de transações. O banco certamente irá suspeitar desta solicitação, uma vez que você pode estar sendo enganado ou até mesmo obrigado a realizar a transferência, como ocorre em casos de sequestro e/ou extorsões. Assim, segurando a transferência, a instituição financeira poderá analisar e até mesmo cancelar a transferência, prezando pela sua segurança e dos demais envolvidos.

Limites para as transações utilizando Pix

Justamente pelas questões de segurança que mencionamos acima, foram estabelecidos alguns limites para as transações utilizando o Pix. Assim como ocorre com grandes partes das novidades, os limites de pagamentos utilizando o Pix serão divididos em duas etapas: A e B. Em primeiro instante (etapa A), os limites serão menores, diminuindo assim prejuízos em caso de golpes e/ou fraudes. Já na etapa B, os valores começam a aumentar, uma vez que o Pix já estará estabelecido no cenário nacional. Vamos então conferir os valores e duração destas etapas.

A etapa A será desde o início das operações com o Pix até o dia 28 de fevereiro. Nesta etapa, para transferências e pagamentos via QR Code para contas de uma mesma titularidade, será disponibilizado um limite equivalente à metade do valor disponibilizado para TED para o usuário, em dias úteis entre 6h e 20h. Para finais de semana e também para feriados, assim como horários entre 20h e 6h o limite será o mesmo disponibilizado para o cartão de débito do usuário, seja qual for a forma da transação.

Já no caso de transferência entre contas de titularidades diferentes, temos duas situações: para transferências o limite também será de 50% do valor disponibilizado para a TED. Porém, no caso de pagamentos via QR Code, o limite disponibilizado será o mesmo do cartão de débito do usuário. Essas situações são válidas para dias úteis entre 6h e 20h. Para as demais situações vale o que foi descrito no parágrafo anterior.

Partindo agora para a etapa B da implementação, que será iniciada no dia 1° de março, serão permitidos valores maiores durante a realização das transferências. Para transferências e pagamentos via QR Code para contas de mesma titularidade, será disponibilizado o mesmo valor permitido para a TED, todos os dias da semana (incluindo os feriados) entre 6h e 20h.

Para as transferências entre contas de titularidades diferentes o limite será o mesmo disponibilizado para a TED, todos os dias da semana (incluindo feriados) entre 6h e 20h. Já para os pagamentos utilizando QR Code, o valor será mantido, ou seja, permanecerá sendo o mesmo limite do cartão de débito do usuário.

Para ambas as situações da etapa B, quando a transação Pix for realizada entre 20h e 6h, em todos os dias da semana, o valor limite será o mesmo definido para o cartão de débito do usuário.

Conclusão

Desta forma, percebemos que o Pix pretende chegar com muita força nos próximos meses. Apenas nos 3 primeiros dias já foram cadastradas mais de 15 milhões de chaves, o que demonstra grande otimismo e aceitação da população em relação ao Pix. Afinal, com o avanço cada vez maior das tecnologias e a necessidade de velocidade em tudo o que realizamos, uma operação mais segura, isenta de taxas e com a mesma segurança das operações atuais tem tudo para fazer muito sucesso!

A aposta no sucesso do Pix se dá em razão de três fatores principais: a velocidade e disponibilidade das operações financeiras, o custo das operações e também a facilidade da realização destas transações. Além disso, a maioria esmagadora das instituições financeiras aderiu ao novo modelo, que pode tornar obsoletas a grande maioria das transações atualmente realizadas em nosso país.

Apesar de ser uma ferramenta totalmente segura e que oferece a mesma proteção das operações realizadas atualmente, você deve estar atento em relação a golpes e fraudes que possam ocorrer com a utilização do Pix. Porém, se você acompanhou esta postagem até o final, certamente vai utilizar todas as dicas e tirar o melhor proveito deste novo modelo de transações.

A expectativa é grande e estamos próximos do lançamento! Acompanhe esta publicação para saber todas as informações importantes sobre o Pix, sendo informado sobre novas possibilidades e mantendo-se totalmente conectado com esta tecnologia!